Tendência Plissados!

postado por: Time Ohcarol - 5 de março de 2019

Descubra mais, como combinar e acertar na hora de usar suas roupas plissadas

Embora tendência nos dias de hoje, as roupas plissadas não são novidades na história da moda. Muito pelo contrário. Elas já vestiram de faraós e rainhas do Antigo Egito, até musas de Hollywood como Marilyn Monroe (quem não se lembra do icônico e esvoaçante vestido branco da atriz). Atualmente, se faz presente nas passarelas de grifes como Valentino, Céline, Prada e Balmain, e foi uma das grandes apostas para a primavera-verão deste ano. No inverno, a proposta se mantém, unindo-se a outros movimentos do mercado, como genderless e oversized.

 

Os plissados são mais comuns em saias, mas nada impede o seu uso em vestidos, shorts e camisas. Se associada a tecidos fluidos como os lenços, o resultado será sempre leve e sofisticado. Já em versões metalizadas, dá um toque de cool e moderno. Hoje em dia, com o avanço da tecnologia e o desenvolvimento de novas técnicas de produção no mundo têxtil, é possível encontrar o plissado de diversas cores e tecidos. Bem diferente do que acontecia no Antigo Egito, onde o pano era imerso em um líquido de goma com um instrumento pesadíssimo de ferro que criava as pregas. Não era à toa que era usado apenas por rainhas e faraós.

 

O plissé

 

Na história da moda, o plissado foi usado – de forma icônica – pela primeira vez em 1909. Ele foi criado pelo estilista espanhol Mariano Fortuny. Sua invenção, um vestido chamado de Delphos, foi confeccionado com seda pura e, dos anos 20 aos 50, onde atingiu seu ápice, serviu de inspiração para o mundo fashion e como um ideal de elegância e requinte a ser alcançado. Seu modelo, com referências provenientes das culturas e tradições gregas (tai o nome!), buscou valorizar a silhueta feminina ao passo que deixava livre os movimentos da mulher.

 

E não é só isso. Peças ajustadas ao corpo comprometem a estética das pregas, que perderia o seu efeito e sua amplitude, que é o grande charme do tecido. Isso faz com que o plissado, além de estar alinhado à tendência oversized, proporcione um toque de conforto para a produção, permitindo o seu uso nas mais variadas ocasiões, das sociais até as descontraídas, do escritório ao happy hour. Tudo vai depender, é claro, dos complementos que serão usados junto (um scarpin ou tênis?).

 

Ou plier

 

A palavra plissado vem do francês, plier, que significa dobrar ou preguear. O estilista Christian Dior foi um grande propagador da técnica ao apresentar, no período pós-guerra, por volta de 1947, o chamado New Look. Esse movimento foi considerado o grande auge do plissé. Para contextualizar melhor, é necessário mais detalhes. A guerra fez com que os homens fossem para os campos de batalha e coube ao sexo feminino assumir os postos de trabalho nas fábricas e nos campos. Com isso, as mulheres passaram a vestir uniformes, macacões e calças, sem contar que muitas tornaram-se chefes de família.

 

Diante deste cenário, e o fim da guerra, Dior decidiu resgatar a feminilidade. Mas o New Look, mesmo sendo considerado um marco da história da Moda do século XX, não era muito democrático. E vamos explicar o motivo. Ele excluía uma grande parte das mulheres que precisavam ficar no mercado de trabalho. Junto com a saia plissada, o movimento trouxe consigo (ou retomou, como preferir) o uso de corsets, cintas, anáguas e saltos altos, peças não tão confortáveis, muito menos práticas para o dia-a-dia em uma fábrica ou no campo. Mesmo assim, é inegável que o New Look tenha sido um grande marco no mercado da Moda. Afinal, agora temos os plissados.

 

E hoje?

 

Conforto é palavra-chave (posso ouvir um amém?). A ascensão dos movimentos feministas e da moda genderless fez com que toda e qualquer peça que causasse incômodo caísse em desuso. Não é à toa que os sneakers, mom pants, pochete e oversized estão tão em evidência. Com os plissados não seria diferente. O estilo, que garante movimento, voltou ao cenário fashion atual com uma inspiração muito mais Fortuny do que Dior. Hoje, no quesito tecido, os geométricos, estampados e metalizados são os grandes destaques. Ou seja: existe modelo para todos os gostos!

 

Nas passarelas das grandes grifes e nas produções de street style, é possível encontrar diversas inspirações de como usar os plissados. O tecido – geralmente – leve da peça permite diversas combinações. Uma delas, que é um dos principais truques dos consultores de moda, é unir o plissé com um outro item mais pesado, que pode ser um acessório, como um cinto, ou uma outra peça de roupa, como um moletom. O resultado é cheio de informação de moda. Outro truque, para tirar o ar romântico que as pregas dão para o visual, é abusar da transparência ou deixar a lingerie visível.

 

E nos bastidores…

 

Apenas por curiosidade, vale a pena mencionar que existe uma diferença entre pregas feitas à mão e plissados confeccionados por máquinas, e ela é facilmente identificável: trata-se do tamanho das pregas. Se os vincos possuírem menos que 1 (um!) centímetro, eles foram feitos por máquinas. Já se forem mais espaçados, o trabalho pode ter sido manual. Neste último caso, demora-se mais para conseguir o efeito desejado, já que o tecido fica horas em um molde de papelão e é necessário adicionar calor nesse processo, mas é possível criar diferentes modelos de plissados.

 

Por isso, é preciso de cautela na hora de passar a sua roupa plissadas para que ela não perca as suas pregas características. Uma dica é vestir a tábua de passar com a peça, deixando-a bem esticada. Vale até mesmo usar pregadores para que a roupa não se mexa durante o processo. Aí, é só usar o ferro de cima para baixo. Se feito de forma errada, as pregas podem sair do lugar. Outro truque é passar a peça pelo lado inverso, pelo interior. Isso porque tecidos como lã e viscose podem ficar brilhantes com o calor.

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