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Brinco Segundo Furo

Nós já sabemos que o ano de 2018 é o novo Anos 90. Não é à toa que conforme uma trend seja resgatada pelos estilistas e fashionistas, outras tantas acompanham o movimento e estão hoje novamente nos holofotes do mundo da moda. Uma delas, talvez por motivos de dor, pistolas (já proibidas) ou agulhas, nunca deixou de existir embora não estivesse tão em evidência.

Estamos falando do segundo furo, que voltou com tudo neste ano, principalmente por causa da tendência de mix de brincos, que consiste em adornar a orelha do lóbulo até a parte superior da cartilagem com brincos, brincos de segundo – terceiro, quarto – furo, piercings, piercings de pressão e ear cuffs. Encontrados em variados tamanhos, formatos e modelos, são infinitas possibilidades que dão um upgrade instantâneo em qualquer produção.

Mas, afinal, o que usar no segundo furo?

A dica mais comum que você vai encontrar a respeito de brincos para serem usados no segundo furo fala sobre a dimensão da peça. Geralmente, são indicadas as joias pequenas, como bolinhas, argolas e pontos de luz. Primeiro, pela impossibilidade de se usar duas peças maiores em um mesmo lóbulo por motivos de conforto e segurança. Afinal, dependendo do peso dos brincos, eles podem causar lesões como inflamações ou, até mesmo, rasgar a sua orelha. Depois, muito provavelmente, não caberiam duas peças grandes devido à distância entre um furo e outro, sem contar o desconforto e o conflito de informações que criaria bem ao lado de seu rosto.

Embora usar brincos pequenos possa soar limitante, existe uma infinidade de possibilidades de combinações entre as peças do primeiro e segundo (terceiro, quarto) furo. A primeira delas é em relação à tonalidade. Escolher metais ou pedras de cores parecidas ajuda a criar um efeito harmônico. Prata com prata, dourado com dourado, por exemplo. Outro jeito é usar a mesma peça em todos os furos, que dá um efeito minimalista e fashion. Neste caso, vale investir em argolas. O resultado é charmoso e, ao mesmo tempo, ousado. E ainda, pela leveza, não impede a utilização de colares, por exemplo. Vale também apostar em peças temáticas, que conversem entre si. Uma âncora com tartarugas, ou flechas e penas para um toque étnico.

Vale combinar ainda as peças do primeiro e segundo furo com piercings, de pressão ou não, para criar o efeito chamado de mix de brincos ou earbling. Usado desde momentos de casuais de descontração até os mais formais como um red carpet, a tendência se mantém há algum tempo e dá aquele toque cool e estiloso para qualquer produção. Aliás, a utilização de mais de uma joia na orelha já cria esse efeito jovem e despojado. Primeiro porque as mais clássicas sempre optam por uma única peça. Depois, por motivos históricos. Afinal, o ato de se furar – mais do que o “considerado” necessário – era visto como transgressor e muito associado aos movimentos punks.

Transgressor?

Exatamente. Nos anos 20, furar a orelha ainda era considerado tabu, então as mulheres usavam apenas brincos de pressão. Aquelas que se submetessem a furos eram consideradas não-respeitáveis, principalmente nos Estados Unidos. Era uma forma dos norte-americanos “nativos” se distinguirem dos imigrantes, que chegavam ao país com as orelhas furadas. Que diferença com os dias de hoje, não é mesmo? Embora seja uma decisão polêmica, muitas mães decidem colocar brincos em suas bebês semanas após o nascimento. Somente nos anos 60 que os furos começaram a se popularizar. E em 1980, com a ascensão do movimento punk, os furos múltiplos e piercings ganharam força. Primeiro, foi visto como um movimento jovem e transgressor. Depois, foi ganhando adeptos no mundo pop e caiu no gosto de todos. E ainda bem!

            Até dos homens, embora muitos ainda não ousem furar as orelhas com medo de represálias por parte da sociedade. Sim, isso ainda acontece. Antigamente, reza a lenda que o lado escolhido para o furo podia indicar a orientação sexual da pessoa. Heterossexuais optavam pelo lado esquerdo enquanto gays furavam o direito. Loucura, né? Enfim, passada a Idade das Trevas, hoje é mais comum encontrar pessoas do sexo masculino com o acessório por aí. Jogadores de futebol ou basquete, por exemplo, gostam de ostentar joias valiosas nas duas orelhas. No mundo da música, cantores optam por um ou dois furos em um dos lados, além de seus piercings e tatuagens.

Curiosidades sobre as orelhas

Além de todos os problemas que podem aparecer após a perfuração da orelha, como inflamações e quelóides, existe mais um na perspectiva da Medicina Oriental, mais especificamente da chinesa Acupuntura. Para os profissionais, as orelhas são ricas em terminações nervosas, consideradas pontos energéticos ou terapêuticos do corpo humano, que ajudam no bom funcionamento do organismo. Então, um furo em um desses locais pode interromper ou ativar um ponto vital da orelha. E, mais além, a inserção de uma joia podem trazer efeitos físicos ou emocionais para o usuário. A região conhecida como tragus, por exemplo, é conhecida pelos acupunturistas como o ponto da enxaqueca. Ao colocar um piercing ali, você anula a disponibilidade da área em uma sessão com as agulhas e pode aumentar ou diminuir a incidência do problema. Não existem estudos que provem essas teorias, mas os especialistas garantem que muitos pacientes notaram um alívio nos sintomas após retirar a joia do furo. E outras tantas perceberam uma melhora ao furar esse local.

Localizados na região conhecida como lóbulo na orelha, conhecida na Acupuntura por ser um ponto relacionado à garganta e aos olhos, o primeiro e o segundo furo podem ser exceções, pois possuem espaço para “escapar” dos pontos terapêuticos. Quando devidamente colocados, eles não pegam nenhuma terminação nervosa e não tensionam os órgãos relacionados ao local. Caso o contrário aconteça, segundo os especialistas, podem acarretar ou piorar problemas como, por exemplo, miopia. Dessa forma, esse campo de atuação sugere ainda que as mães não furem as orelhas de suas bebês, pois o buraco e a joia podem danificar e anular esses pontos energéticos vitais, ocasionando incômodos, doenças e problemas de médio e longo prazo que afetarão a qualidade de vida dos seus filhos. Mas, é claro, como tudo que envolve energia, é preciso acreditar.

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