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Tornozeleiras Prata

O mundo da moda é abastecido anualmente com diferentes tendências. Algumas, nem são tão novidades, apenas passam por um processo de renovação e retornam aos holofotes com outra roupagem. Nas últimas temporadas os estilistas têm resgatado as trends que tiveram seus auges nos anos 90, como chokers, piercings de pressão e argolas.

Mas, algumas peças possuem um caráter mais sazonal, e aparecem nas prateleiras das lojas de acordo com as estações do ano. E nenhuma tem mais a cara do verão e dos dias mais quentes do que as tornozeleiras. Afinal, embora não exista uma regra pré-definida de como usar o acessório, ele vai muito bem com roupas mais curtas como saias, vestidos, shorts e biquínis, que deixam as pernas à mostra, dando um toque de charme para qualquer ocasião.

História

Muito comum em países árabes e na Índia, a tornozeleira teve sua origem no Egito e pode ter sido usada, principalmente, por dois motivos: com algum significado incorporado à peça ou simplesmente para fins de decoração. A realeza egípcia usava modelos de metais com pedras preciosas para demonstrar sua riqueza e, claro, poder. Os mais pobres, por sua vez, também adotaram o uso do acessório, mas feito com materiais mais simples. Para eles, a pulseira para o tornozelo tinha uma conotação mística, como um amuleto a favor da sorte e contra energias negativas. Para os indianos, a tornozeleira é uma joia de importância nos rituais de matrimônio. E não é algo que ficou na História. Tanto no passado como nos dias de hoje, a joia faz parte do vestuário das noivas.

A tornozeleira também teve seu auge no meio artístico quando foi adotado por dançarinas. Usadas em conjunto com pulseiras, os acessórios possuíam guizos ou sinos que faziam barulho a cada gesto, passo e movimento, no ritmo da música. Nas Américas, o uso dos itens teve seu início no século XX, começando pelos Estados Unidos. À princípio, o acessório foi ligado à prostituição. Em meados dos famosos anos 50, as mulheres mais jovens usavam a peça para destacar suas meias brancas soquetes. Em 1970, a tendência se popularizou e se pulverizou tanto na moda quanto no estilo de vida existente na sociedade. Nos anos 90, as peças tiveram o seu auge com temas praianos: era comum encontrar modelos com pingentes de golfinho, estrela do mar ou conchas.

Tendência?

Entra e sai o verão, e uma coisa nunca muda: com o aumento das temperaturas sendo um fator proporcional à quantidade de perna à mostra, a tornozeleira é sempre tendência. Hoje, o acessório pode ser encontrado em diversos materiais, modelos e espessuras. Ao contrário das peças de antigamente, as tornozeleiras atuais ganham um toque de sofisticação. Algumas contam ainda com pingentes e pedras preciosas como enfeites. O que vale é levar em consideração o seu estilo de vida para não ter erro ou desconforto na hora de montar um visual com o acessório. Afinal, uma peça cheia de pedras preciosas pode ser pesada e limitante para uma pessoa adepta a looks confortáveis e descontraídos.

As tornozeleiras são ainda muito ligadas à cultura hippie, tendência que se mantém em alta nos últimos anos em suas mais diferentes variações. Seja boho chic ou hippie chic, o estilo que tem inspiração oriental prega fluidez de tecido, estampas coloridas e tons terrosos. Combine as saias, shorts ou calças com o acessório na cor metálica prateada. Vale incrementar com detalhes – desde minimalistas, como esferas que se movem ao longo da corrente à maiores, como  pingentes – e outros acessórios da mesma tonalidade.

Tem perna certa para usar?

Não e não! No passado, até existiam certas regras de etiqueta para o uso de tornozeleiras porque a peça era muitas vezes um presente do noivo para a noiva, como uma aliança. Então, era comum a mulher usar o acessório na perna esquerda como símbolo de amor e desejo pelo marido. Por um outro lado, aquelas que fossem pegas usando o item na perna contrária, eram classificadas como garotas de programa, ou prostitutas, como preferir. Essas contraditórias “regras” não se consolidaram – e ainda bem! – nas sociedades. Tanto que muitos nem conhecer a referência. Até porque, para o Cristianismo, o lado esquerdo é considerado o símbolo do Diabo e tudo relacionado a ele. Mas lendas são lendas. Outra versão diz que aqueles que usavam tornozeleiras na perna direita queriam expressar, na verdade, que não seguiam a orientação sexual considerada “tradicional” pela sociedade.

 E tem jeito certo de usar?

Outra resposta negativa. Mas, o ideal é que sejam com roupas mais curtas, que deixem a região dos tornozelos de fora. Caso o contrário o acessório perde o sentido e fica escondido. O mais legal das tornozeleiras é que, com suas aparições cíclica durante os verões, elas já foram incorporadas e usadas em diversas composições de looks por aí, nas ruas e nas passarelas. Então, vale investir em diferentes combinações com o acessório. Pode usar mais de uma em uma mesma perna? Pode! Só tente fazer com que as peças conversem entre si. E colocar uma em cada perna? Também! Vale de salto alto ou de rasteirinha, da praia até a balada. A moda já investiu, também, nas versões máxi do acessório, que concedem uma importância ao visual e chamam a atenção para as canelas.

E tem significados?

            Sempre tem, certo? No caso da tornozeleira, o simbolismo é maior quando ela é fruto de um presente. Ou seja, de uma pessoa para a outra.. Acredita-se que o acessório signifique o desejo por uma nova vida, por um recomeço. Outra significação está ligada diretamente ao local onde o item enfeita, logo acima dos pés. Para muitos, é uma forma de dizer “eu sigo você por onde você for”. Os gregos e romanos da Antiguidade acreditavam ainda que a peça era uma referência à elevação, sublimação e comunicação. Os chineses, por sua vez, entendiam que os tornozelos estão intimamente ligados às habilidades sexuais das mulheres na cama. Daí vem uma outra característica da joia, a de dar um toque de sensualidade para qualquer visual.

Tornozelo tem relação com sensualidade? Sim! No início do século XX, as mulheres tinham que cobrir até os seus pés, qualquer aparição de pele era motivo de fofoca. Somente nos anos 10 as coisas começaram a – um pouquinho – mudar. Muitas mulheres ainda usavam uma botinha mais alta para cobrir aquilo que a saia deixava de fora. No Brasil mesmo, na época dos bondes, os homens eram capazes de contorcionismos para poderem ver as canelas das mulheres no momento que subiam no transporte. Segundo a historiadora Márcia Raspanti, os dias de chuva eram considerados dias de sorte, já que as damas levantavam suas saias para não molharem. Imagina uma tornozeleira nessa época?

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